Saúde, a verdadeira prevenção

Autor Sergio Scabia
Assunto EspiritualidadeAtualizado em 01/03/2025 16:39:01
Será que exames clínicos e laboratoriais periódicos são a única garantia para manter uma saúde perfeita?
Dizem que envelhecendo aprendemos a viver melhor. Depende. Conheço pessoas que com 70 anos são jovens e conheço velhos de 30.
A diferença está somente na nossa cuca, na sintonia mental que nos permitimos escolher. Podemos sintonizar uma melodia celestial ou um Rock pauleira, podemos ficar com pensamentos amorosos e compassivos ou desarmoniosos e destrutivos. A escolha é sempre nossa. Podemos fazer um check-up a cada seis meses ou podemos escolher viver em harmonia plena todos os dias de nossa vida.
Por falar em check-up, quero aqui contar um fato:
Poucos anos atrás perdi Francisco, amigo e mestre. Foi numa Segunda Feira, 8 de Agosto. Provavelmente cismado com alguma coisa (que ele não explicou para ninguém), foi fazer um longo e completo check-up na Beneficência Portuguesa.
Saiu de lá com um resultado que merecia comemoração: estava tudo perfeito, mesmo aquela fastidiosa glicemia estava sob controle. No caminho de volta para a sua casa comprou um bolo e uma garrafa de champanhe. Jantou alegremente com a esposa e a filha, comeu o bolo e brindou com o borbulhante nectar Frances.
Por volta as 10 horas da noite, enquanto estava assistindo televisão, Francisco percebeu azia no estômago e pediu para sua esposa um Alka Seltzer. Quando ela retornou da cozinha com o efervescente, encontrou Francisco já reclinado na poltrona.
Lembro que no velório - na própria Beneficência - os médicos responsáveis pelo check-up não conseguiam se dar paz com o ocorrido. Como podia ter acontecido o falecimento do Francisco se todos os sinais vitais e os exames feitos poucas horas antes garantiam uma saúde perfeita!?
A resposta é simples: estava encerrada mais uma belíssima missão aqui na terra. Só isso.
Agora, pense comigo; não é realmente maravilhoso partir daqui de uma forma tão extraordinária, sem sofrimento, junto dos entes queridos, na sua própria casa e após ter celebrado convenientemente com champanhe. Despediu-se das pessoas queridas e "retornou para a outra Casa".
Deixou aqui saudades e uma obra de Grafologia de inestimável valor.
Deixou para muitos também mais uma lição importante: quando está na hora é impossível não responder ao chamado.
Até lá, caríssimo Francisco!
