CHUVA DE BÊNÇÃOS
Atualizado dia 2/8/2008 11:15:49 AM em Autoconhecimentopor Geraldo de Souza
Convenhamos que a fortuna, os bens materiais em si mesmos, não são bons nem maus. Tal qual a faca, o ácido, a droga medicamentosa, tem sua utilidade específica, apropriada. O que não impede a muitos que lhe dêem outra, perniciosa. A faca que serve para cortar o pão, passar a manteiga é a mesma que destrói vidas preciosas. O medicamento que salva é o mesmo que, indevidamente ministrado, pode alterar perigosamente a saúde. Ou mesmo matar. Tudo depende da função que se lhe dê.
Assim também com o dinheiro. São as grandes fortunas que mantêm e incentivam as pesquisas científicas que redundam em benefícios para a Humanidade. São os valores amoedados em abundância que permitem a criação de novas fábricas, que geram empregos, que sustentam famílias. É o dinheiro abençoado que permite a construção e a manutenção de hospitais, de escolas, de indústrias.
Lembramo-nos da fortuna de Oscar Schindler. Pertencente ao Partido Nazista, sensibilizou-se pela sorte dos perseguidos judeus da Polônia. Passou a comprar vida por vida do sofrido povo. Foram crianças, idosos, homens e mulheres maduros, jovens. Alguns portadores de deficiência física ou debilitados. Os mais fáceis de virem a perecer na mão dos impiedosos carrascos. Comprou-os e durante meses os sustentou. Despendeu toda a sua fortuna num simulacro de fábrica que foi modelo de não produção.
Quando acabou a guerra, ele somente possuía de seu o carro e um precioso relógio. E ante o vislumbrar do horror nazista, que destruiu tantas vidas, ele lamentou não se ter desfeito daquilo também. "Afinal," se perguntou, "quantas vidas mais eu poderia ter comprado: uma, duas, cinco? Por que não o fiz?"
Dinheiro na mão de quem padece a dor do seu irmão é bênção de Deus que se multiplica na Terra, em forma de pão, agasalho, medicamento, escola. Dessa forma, não desprezemos os que possuem riquezas, pois lhes desconhecemos as intenções íntimas. Quem quer que olhasse para Oscar Schindler nada veria além de um homem que gozava os prazeres efêmeros da vida. E, no entanto, ele salvou nada menos que mil e cem judeus.
Se somos os que detemos a fortuna, pensemos que é transitória e, se a Divindade nô-la colocou nas mãos, espera de nós, para nossa própria felicidade, que a utilizemos para o bem comum.
Não é o dinheiro que nos condena aos processos da angústia. É a nossa maneira de empregá-lo, quando nos esquecemos de facilitar a corrente do progresso, através da ação na fraternidade e do devotamento ao bem, com que nos cabe colaborar no engrandecimento do trabalho e da vida.
Fonte: Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2 do livro "Dinheiro", pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Editora IDE e o filme "A lista de Schindler".
Em 08.02.2008
Texto revisado por Cris
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