DA UTILIDADE DOS ROMANCES ESPÍRITAS
Atualizado dia 5/20/2006 11:34:39 AM em Autoconhecimentopor Christina Nunes
Não obstante, o que começou com o estudo entusiasmado das obras doutrinárias Kardecistas, e das que compõe a série de livros do espírito de André Luiz, só desaguaria na minha participação propriamente ativa, na publicação de textos e livros de cunho espiritualista agora, aos meus mais de quarenta anos de idade.
Até chegar a este ponto, muita água rolou por debaixo da ponte. Filiei-me à AMORC - Antiga e Mística Ordem Rosacruz; estudei a maravilhosa Teosofia; atingi os cumes de consciência com Osho; e não tenho mais a conta de todas as obras do gênero que constituiram e constituem, até hoje, o meu acervo de estudos, e que fazem parte da minha biblioteca, nem do que já assisti de palestras e de vídeos sobre o tema. De modo que, a par deste autêntico desenvolvimento acadêmico - paulatinamente - paralela às vivências pessoais que constituíram, até aqui, a minha trajetória, e sedimentaram todo o conjunto de circunstâncias propícias, a mediunidade da psicografia em si, aflorada cedo, houve que ser burilada, e seguir um percurso gradativo; e o que, de início, se apresentava apenas nas mensagens curtas de meu guia espiritual, acabou evoluindo para uma expressão da invisibilidade mais ampla, com a transmissão de recados de parentes falecidos e de companheiros outros da vida invisível.
Somente no decorrer da última década começaram a vir os romances psicografados -"uma didática leve e cativante de comunicação aos reencarnados dos acontecimentos ligados à continuidade da vida, que a todos nós aguarda", como define Fábio, o meu próprio instrutor espiritual, e autor dos nossos livros.
Recebi, portanto, cinco obras seguidas; e, como acontecessem de dentro do mecanismo da psicografia semi-mecânica, grande critério e reflexão se fizeram necessários no momento de me decidir a publicá-los. De forma que, somente na fase inesquecível em que se conjugaram os pareceres imprescindíveis e positivos de pessoas idôneas e lúcidas, dentro da atividade espírita, a respeito do trabalho desenvolvido, com a sinalização inequívoca da assistência espiritual que me assessorava, no sentido de me arrastar, literalmente, à entrega decisiva a esta nova fase de tarefa conjunta com a invisibilidade, decidi-me, afinal, a sair em busca de editoras dispostas a acolher o nosso esforço.
Como nos explica Fábio, "Tais como as parábolas de Jesus, utilizadas noutros tempos para a conscientização das massas acerca das realidades maiores da Vida, hoje em dia o romance espírita idôneo, psicografado ou não, funciona à semelhança daquela forma leve e cativante de lucificação das almas. Porque, diferentemente do livro doutrinário, que o mais das vezes requer elaboração de raciocínios desenvolvida do leitor e do estudioso - o que não se há de exigir de todos, em respeito às idiossincrasias individuais - este gênero agradável de leitura nos remete, imperceptivelmente, à assimilação espontânea de noções importantes e vitais ao trajeto evolutivo comum a todos (como o funcionamento das engrenagens das leis de Causa e Efeito e do Carma individual e coletivo) - na medida em que nos interessamos pelo desenrolar do enredo de vida dos personagens, verídicos ou não, de uma trama, assim como acontece nos insights que nos eclodem, naturalmente, a partir da mera assistência de uma novela diária ou de filme cinematográfico.
Trata-se, portanto, o romance psicografado, desde há muito, de importante, inequívoco e sutil método de auxílio às populações reencarnadas, que instintivamente lhe buscam, nas fontes pródigas da literatura espírita, a luz do despertar íntimo para as Verdades Maiores da existência."
Quem conhece, assim, e de fato, a história do nascimento de um autêntico livro espírita deste gênero - a exemplo do que se deu com o nosso O Pretoriano, transmitido psicograficamente por um antigo legado de Júlio César a uma médium que, em absoluto, lhe desconhecia por completo a existência no passado milenar (consulte "Comentários das Guerras Gálicas", do próprio Júlio César, à venda nas livrarias), entenderá melhor da autenticidade e do valor inestimável desta preciosa ferramenta do mundo espiritual usada nos cenários materiais, com a finalidade de integrar mais rápido o ser humano de boa vontade com as gratas realidades vindouras, e com o sentido maior de nossa fugaz passagem por este mundo físico.
Com amor,
Caio Fábio Quinto & Lucilla
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Texto revisado por Cris
Avaliação: 5 | Votos: 18
Chris Mohammed (Christina Nunes) é escritora com doze romances espiritualistas publicados. Identificada de longa data com o Sufismo, abraçou o Islam, e hoje escreve em livre criação, sem o que define com humor como as tornozeleiras eletrônicas dos compromissos da carreira de uma escritora profissional. Também é musicista nas horas vagas. E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Autoconhecimento clicando aqui. |