Consciência da Intenção
Atualizado dia 25/04/2014 14:19:19 em Espiritualidadepor Mariana Montenegro Martins
Ter clareza com respeito às intenções é o meio de criarmos a nossa realidade futura e a maneira de vivermos cada momento com responsabilidade. Tem uma antiga história, contada pelo budismo, de um chinês da Dinastia Tang, que foi mendigo antes de se tornar um conhecido general. Vivia entre os mendigos e comia os mesmos restos de comida que todos os outros mendigos comiam. Certa vez, quando os mendigos receberam uma doação de comida, e a maioria guardou para si, ele foi o único que pensou em compartilhar com outro que não havia recebido.
A maioria deles, os que guardaram apenas para si, tiveram o comportamento de mendigo, e continuaram sendo mendigos por toda a vida. Já aquele que teve a atitude de compartilhar, foi mendigo apenas temporariamente, porque não o era em seu coração. E é quem acabou por se tornar um famoso general chinês. Essa história mostra como são as intenções de uma pessoa que revelam o lugar a qual elas realmente pertencem. Não somos vítimas das circunstâncias, nós que as criamos a cada momento, a cada intenção, a cada escolha, e por isso também é que podemos modificá-las.
A questão é então a maneira, é como estou diante das circunstâncias, e não as circunstâncias em si. Somos responsáveis pelo nosso destino, por isso precisamos ficar conscientes desse mecanismo criador para não criarmos o indesejável e nem ficarmos presos a velhos padrões. O autoconhecimento é o que nos dá a clareza interna que acaba com as confusões e os enganos que nos fazem crer que o “fim justifica os meios”. Os meios começam com a intenção, pois é a intenção que se seguirá em atos. Os meios são um fim em si mesmo, dizem respeito ao meu próprio comportamento.
Quanto mais tenho conhecimento de mim mesma é que posso direcionar minhas intenções buscando refiná-las para que sejam intenções justas para mim e para meus semelhantes. Tudo o que pensamos e sentimos fica registrado nas nossas células. Não há um deus para nos punir, senão nós mesmos, através dos efeitos das nossas próprias intenções. Um mal que eu faço ao outro é um mal que faço a mim mesma. Como a intenção saiu de dentro de mim, ela pertence a mim, como as suas consequências. O que eu cultivo dentro de mim inevitavelmente cresce. E colherei na mesma qualidade do que plantei, da intenção que tive no começo de tudo.
A intenção é nossa primeira ação. É aquela ação interna, silenciosa, que precede toda a ação exterior. Se temos consciência do que nos move, se estamos atentos ao que se passa dentro de nós, podemos ter atitudes conscientes, e sermos assim proativos e benéficos ao mundo ao nosso redor. A intenção para que seja benéfica, e não cause nenhum mal, deve estar conectada com o profundo do ser, deve ter a escuta no coração.
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Escritora, jornalista, educadora e terapeuta. Nascida no Rio de Janeiro, no solstício de verão, sob o signo de sagitário. Site: http://trilhasdoser.com.br/site/ E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Espiritualidade clicando aqui. |